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Coreia do Sul

Regulator: FSC / FSS / KoFIU · Risk: medium

A Coreia do Sul é um dos mercados de negociação de criptoativos mais ativos da Ásia-Pacífico, mas também um dos que possui o quadro regulatório mais específico e os requisitos de identificação mais rígidos. Stablecoins estrangeiras como o USDT encontram-se num estado de «não proibidas, mas com canais restritos» na Coreia — a detenção individual é legal, mas os depósitos e saques em moeda nacional devem obrigatoriamente passar pelos canais bancários de nome real das 5 exchanges licenciadas. Este artigo não constitui aconselhamento jurídico; para orientação específica sobre conformidade, consulte um advogado local.

Situação Regulatória: Não Proibido, mas com Canais Altamente Concentrados

A posição oficial da Coreia do Sul sobre criptoativos é classificá-los como «ativos virtuais (virtual asset)». O KoFIU, subordinado à Comissão de Serviços Financeiros (FSC), é o órgão responsável pelo registro de VASPs, enquanto o Serviço de Supervisão Financeira (FSS) realiza as inspeções presenciais.

Stablecoins estrangeiras como USDT e USDC não constam em nenhuma lista de ativos proibidos. Residentes coreanos podem detê-las legalmente, negociá-las em plataformas estrangeiras e utilizá-las em pagamentos transfronteiriços. No entanto, qualquer operação envolvendo depósitos ou saques em won coreano (KRW) está restrita às 5 exchanges licenciadas — Upbit, Bithumb, Coinone, Korbit e Gopax —, que firmaram acordos de conta de nome real (real-name account agreement) com bancos locais.

Em resumo: a Coreia do Sul não proíbe o USDT, mas controla as comportas de conversão entre o won e o USDT.

Principais Legislações

Os usuários de cartões USDT na Coreia do Sul devem prestar atenção a duas leis fundamentais:

1. Lei de Relatório e Utilização de Informações de Transações Financeiras Específicas (Lei de Informações Financeiras Especiais, 특정금융정보법)

Base jurídica do sistema de registro de VASPs, exige que todos os prestadores de serviços de ativos virtuais se registrem no KoFIU e apliquem KYC aos usuários, além de Relatórios de Transações Suspeitas (STR) e Relatórios de Transações em Espécie de Grande Valor (CTR). Consulte o site oficial do FSC.

2. Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais (가상자산이용자보호법)

Entrou em vigor em julho de 2024 e é a primeira lei coreana dedicada exclusivamente à regulação de ativos virtuais. Os pontos principais incluem:

O texto integral da lei e os regulamentos de execução estão disponíveis na página de políticas do FSC.

Entidades Licenciadas: 5 Exchanges + Emissores Estrangeiros

Os canais de criptoativos em conformidade com a legislação coreana estão altamente concentrados:

CategoriaEntidadeDescrição
Exchanges locais licenciadasUpbit, Bithumb, Coinone, Korbit, GopaxRegistro KoFIU + conta bancária de nome real
Emissores de cartões estrangeirosBybit, OKX, entre outrosSem entidade licenciada estabelecida na Coreia; tratados como plataformas estrangeiras
Canais de pagamento transfronteiriçoRedes Visa/MastercardObrigações de câmbio e declaração tributária são de responsabilidade do usuário

Para usuários de cartões USDT, o Bybit Card, o OKX Card e o MPCard (seleção editorial) são todos Visas virtuais emitidos no exterior que, tecnicamente, podem ser usados na Coreia do Sul. No entanto, os emissores não estão sujeitos à supervisão do KoFIU, e a abertura de conta e o uso por residentes coreanos configuram um cenário transfronteiriço de «plataforma estrangeira + residente coreano». Para opções de cartões USDT com roteamento na Ásia-Pacífico, consulte a lista de cartões recomendados para a Coreia.

Tratamento Fiscal: Imposto sobre Ganhos Pessoais Adiado; Empresas Seguem Regras Gerais

A cobrança do imposto sobre ganhos de capital de criptoativos para pessoas físicas na Coreia do Sul (originalmente 20% sobre o valor excedente à isenção de 2,5 milhões de won) foi adiada diversas vezes. Para o calendário mais atualizado, consulte os comunicados do Ministério da Estratégia e Finanças e do FSC.

Pontos importantes a considerar:

Esta seção é um resumo informativo e não constitui aconselhamento tributário. Consulte um contador-fiscal registrado na Coreia (세무사).

AML / KYC: Identificação Real é o Limite Mínimo

Os requisitos de identificação real na Coreia do Sul abrangem três níveis:

  1. Conta bancária em nome real: as exchanges locais só permitem depósitos e saques por meio de contas abertas em bancos licenciados (K뱅크, 농협, 신한, entre outros) com verificação de identidade; cada usuário pode ter apenas uma conta por banco.
  2. KYC da VASP: as exchanges realizam verificação com três elementos: documento de identidade, número de celular em nome real e reconhecimento facial.
  3. Relatório de transações suspeitas: transações individuais acima de 10 milhões de won, ou transações acumuladas que atinjam o limite estabelecido em determinado período, devem ser reportadas ao KoFIU.

Usuários de cartões USDT transfronteiriços também devem estar atentos: a origem do USDT depositado a partir de plataformas estrangeiras, o registro on-chain das recargas no cartão e as faturas de consumo no território coreano poderão ser solicitados em futuras auditorias fiscais.

Casos de Aplicação e Zonas Cinzentas

As ações regulatórias recentes na Coreia do Sul concentram-se nas seguintes categorias:

As zonas cinzentas existem principalmente em:

Recomendações Editoriais: O que Fazer e Evitar

Recomendado:

A evitar:

O limite de conformidade na Coreia do Sul pode ser resumido como: detenção no exterior é livre, canais em won são controlados, declaração no consumo é responsabilidade do usuário. Dentro desse quadro, o cartão USDT é uma ferramenta utilizável, mas não um território sem regras. Para outras jurisdições da Ásia-Pacífico, compare com o Guia de Conformidade do Japão, o Guia de Conformidade de Hong Kong e o Guia de Conformidade de Singapura.