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Trump assina ordem sobre acesso de empresas cripto a pagamentos; FSA do Japão inclui stablecoins fiduciárias estrangeiras na Lei de Liquidação de Fundos: o que os usuários de cartões virtuais USDT devem saber

2026-05-20

No mesmo dia, surgiram dois movimentos regulatórios de direções opostas, mas igualmente relevantes, em ambos os lados do Pacífico. No lado americano, segundo o briefing do Tokenpost citando a PANews, Trump assinou uma ordem executiva determinando que o governo federal, os reguladores financeiros e o Federal Reserve revisem, em 3 a 6 meses, as barreiras que impedem empresas de fintech e cripto de acessar contas de pagamento e serviços bancários — com o objetivo de amenizar o problema de “desbancarização” amplamente noticiado nos últimos anos. No lado japonês, a Agência de Serviços Financeiros (FSA) divulgou uma emenda à Lei de Liquidação de Fundos, incorporando stablecoins emitidas sob a forma de direitos de beneficiários fiduciários estrangeiros ao quadro regulatório de “meios de pagamento eletrônico”. O briefing menciona 1º de junho como data de entrada em vigor, mas a data definitiva e o texto final devem ser confirmados no anúncio oficial do FSA.

É importante esclarecer: os fatos centrais deste artigo provêm de uma reportagem secundária do Tokenpost. Até o momento da publicação, não conseguimos localizar independentemente nos sites oficiais o número da ordem executiva da Casa Branca nem o número do aviso da emenda do FSA. Por isso, não citamos números específicos para evitar erros. Leitores com necessidades de conformidade regulatória devem verificar diretamente na página de Ações Presidenciais da whitehouse.gov e na página de anúncios do FSA.

Análise editorial: impacto prático para usuários de cartões virtuais USDT

As duas notícias parecem pertencer separadamente aos EUA e ao Japão, mas os caminhos de impacto sobre os titulares de cartões virtuais USDT são completamente distintos.

O impacto mais direto da ordem executiva americana recai sobre cartões que dependem de cadeias de liquidação bancária nos EUA. Os exemplos típicos são o Coinbase Card e o MetaMask Card, cuja liquidação depende de emissores americanos da Visa/Mastercard. Nos últimos dois anos, supostamente por pressão da “Operação Chokepoint 2.0”, algumas empresas menores do setor cripto tiveram contas bancárias encerradas ou recusadas, o que afetou diretamente a estabilidade de emissores de cartões de segundo nível. Se a ordem executiva levar os reguladores a publicar diretrizes mais claras de “acesso bancário para empresas cripto” em 3 a 6 meses, a avaliação editorial é de que isso representa um sinal positivo de médio a longo prazo para esse tipo de cartão — mas a ordem executiva em si não tem força coercitiva, e nenhuma taxa ou limite de qualquer cartão será alterado imediatamente nos próximos 90 dias.

A emenda do FSA do Japão tem alcance mais restrito, mas é mais concreta. Ela incorpora stablecoins fiduciárias estrangeiras (cujos representantes típicos são certas estruturas de emissão do USDC e do PYUSD) ao quadro regulatório da Lei de Liquidação de Fundos. O USDT não é uma estrutura fiduciária no momento, portanto a emenda tem impacto direto limitado sobre usuários de cartões como o MPCard, cujo principal ativo de recarga é o USDT. No entanto, para titulares de cartões com suporte a múltiplas moedas, como o Bybit Card e o RedotPay, vale observar se, nos próximos 30 a 90 dias, os emissores adicionarão etapas extras de conformidade para recargas com USDC feitas a partir de IPs japoneses.

Cartões com roteamento pela Ásia-Pacífico (variantes do MPCard Asia Elite, Bybit Card, entre outros) não requerem nenhuma ação no curto prazo. Seus BINs de emissão não estão nos EUA e a cadeia de liquidação não depende de acesso bancário americano; além disso, o principal ativo de recarga é o USDT, e não o USDC fiduciário, portanto as novas regras do FSA tampouco se aplicam diretamente.

Comparação histórica: semelhanças e diferenças em relação a 2023 e 2024

Comparar esses movimentos com precedentes políticos similares revela alguns pontos de referência úteis.

Após o breve descolamento do USDC em março de 2023, o FSA incluiu pela primeira vez stablecoins no quadro da Lei de Liquidação de Fundos, focando principalmente em estruturas de emissão doméstica. A emenda de maio de 2026 estende essa cobertura às estruturas “fiduciárias estrangeiras” — trata-se de uma extensão do mesmo caminho legislativo, não de uma mudança de direção, razão pela qual o impacto de mercado esperado é muito menor do que o de 2023.

Durante o processo SEC vs. Coinbase em 2024, aumentaram visivelmente os relatos de empresas cripto americanas tendo contas bancárias recusadas. A direção da atual ordem executiva é claramente oposta à de 2024 — passando da supressão para a remoção de barreiras. Contudo, convém ter cautela: ordens executivas são declarações de intenção política, e o resultado concreto dos 3 a 6 meses pode ser apenas um “relatório”, não regras regulatórias específicas.

Comparando com o cronograma de implementação do MiCAR na União Europeia em 2024: a UE levou cerca de 18 meses desde a legislação até a entrada em vigor das cláusulas sobre stablecoins. Se o cronograma do briefing para a emenda do FSA do Japão estiver correto — com apenas algumas semanas entre publicação e vigência —, é porque se trata essencialmente de uma definição ampliada dentro de um quadro já existente, não de uma nova legislação.

Fronteiras regulatórias e de conformidade: onde está a zona cinzenta atualmente

Com base no quadro atual descrito no guia de conformidade do Japão:

No lado americano, os problemas tradicionais mencionados no guia de conformidade dos EUA — declaração fiscal ao IRS e licenças MTL estaduais — não são alterados por esta ordem executiva. O foco é melhorar o acesso das próprias empresas cripto a contas bancárias.

Marcos a acompanhar nos próximos meses

  1. Junho de 2026: janela prevista para a entrada em vigor da emenda do FSA. Observe se emissores estrangeiros de stablecoins, como Circle e Paxos, publicarão anúncios de conformidade para o mercado japonês.
  2. Agosto a novembro de 2026: janela de 3 a 6 meses para o relatório de revisão exigido pela ordem executiva de Trump. Observe se o Federal Reserve, o OCC e o FDIC publicarão diretrizes específicas de “acesso bancário para empresas cripto”.
  3. Próximo anúncio mensal do FSA: se o cronograma de 1º de junho no briefing estiver correto, o FSA deverá publicar o aviso final antes do fim de maio.
  4. Divulgações de parcerias bancárias por emissores americanos: se o Coinbase Card ou o Crypto.com Visa mencionarem novas parcerias bancárias nos EUA em futuros relatórios ou comunicados, isso será um sinal antecipado de que a ordem executiva está gerando efeitos concretos.

Recomendações editoriais

Este site não realiza testes independentes on-chain. Todos os fatos regulatórios deste artigo têm como base os comunicados do FSA, da Casa Branca e da PANews/Tokenpost. Para decisões de conformidade, os leitores devem consultar os textos oficiais originais como referência definitiva.